Criogenia – A arte de virar picolé

Nada de phoenix dawn, nada de virar zumbi, muito menos ser ressucitado ou apenas voltar dos mortos para resolver assuntos inacabados com uma capa estilosa. A realidade é dura, e deveria ter um pouco de ficção científica. E essa frase peca por um pouco de sentido, porque se ficção científica virar realidade, deixa de ser ficção, mas vamos continuar em frente. O que está em frente é o que nos aguarda, e lá no final da linha temos certeza de uma coisa: que vamos morrer.

Uma questão delicada para ser discutida em poucas palavras, que é o o que pretendo fazer. Sendo favor ou contra, seja lá quais forem seus motivos – religião, princípios, moral, etc – muitos gostariam de voltar à vida, ou pelo menos ter certeza que vão voltar. E aí que vem a solução parcial. Uma espécie de função que você deriva e não pode mais integrar(?) – é, o método não funciona bem ainda.

O que é Criogenia?

A Criogenia é o estudo da matéria em baixas temperaturas, incluindo o estudo dos gases liquefeitos e alguns efeitos que ocorrem neste estado, como a super condutividade. Já a criogenia humana tenta expandir essa idéia, baseada em resultados já alcançados, onde corações de animais menores foram congelados e voltaram a vida. Embriões são congelados e em 60% dos casos conseguem ser reaproveitados depois, entre outros casos.

Por que não funciona ainda?

Com o congelamento, o líquido das células vira gelo, trincando os sensíveis tecidos do corpo. Com os embriões isto não acontece porque substâncias químicas são utilizadas para evitar a formação de cristais. O problema é que isso deve ser feito com cada célula do corpo, e muitas delas não possuem substâncias desenvolvidas até então para contornar esse problema.

Como funciona?

Para virar um picolé (sem o palito, fiquem tranquilos), as pessoas se cadastram em uma empresa que faça esse tipo de serviço. Você decide entre preservar o corpo inteiro, ou só sua cabeça. A alcor é uma das únicas no mundo e fica nos Estados Unidos.

Depois que você morre, o mais rápido quanto possível um funcionário da empresa resfria seu corpo até aproximadamente 0c para evitar a proliferação de bactérias. Em seguida, uma injeção de anticoagulantes é dada para obstruir os vasos sanguíneos, e então bombear o sangue para fora do corpo. Substâncias que protegerão em parte as células da formação de cristais de gelo são injetadas, deixando o corpo pronto para
o congelamento. Um resfriamento lento é feito em uma câmara com gelo seco. A idéia é que as células congelem na mesma velocidade para evitar a formação de cristais. Chegadas a -79C, as pessoas são levadas (ou só suas cabeças) para um tanque de nitrogênio líquido e viradas de ponta cabeça. Depois de uma semana, o corpo estará a -196C, aguardando até que no futuro saibam como reanimar tais tecidos, ou a cura para sua doença.

Conclusão

Interessante? Muito. Só parece um pouco improvável pelos próximos 50 anos. Então, se pretende virar um zumbi de gelo e quem sabe voltar a vida no futuro, comece a guardar 120000 dollars.

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~ por lucasradaelli em 25 de outubro de 2009.

4 Respostas to “Criogenia – A arte de virar picolé”

  1. Acredito que ser descongelado 500 anos depois deve ser uma merda. Ver wordpress n celular tb.

  2. E nem tá tão caro ein euiashiea

    mto bom foxxy
    10/10

  3. Lucas, muito bom esse seu texto novo. Espero colher bons frutos com possíveis futuras parcerias. Abraços.

    VPA.

  4. Seu driven insane. Usando conceitos de cálculo básico para explicar a vida, né safadinho.

    😀

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